Showing posts with label coimbra. Show all posts
Showing posts with label coimbra. Show all posts

20080425

Adriano - MENINA DOS OLHOS TRISTES (2008)

Menina dos olhos tristes
o que tanto a faz chorar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

Vamos senhor pensativo
olhe o cachimbo a apagar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

Senhora de olhos cansados
porque a fatiga o tear
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

Anda bem triste um amigo
uma carta o fez chorar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

A lua que é viajante
é que nos pode informar
o soldadinho já volta
está mesmo quase a chegar

Vem numa caixa de pinho
do outro lado do mar
desta vez o soldadinho
nunca mais se faz ao mar

'José Afonso'

Em 1982, com quarenta anos, num sábado, dia 16 de Outubro, morre em Avintes, nos braços da mãe...


0 1 2 - post by: mulungo - @

20080424

Adriano - QUE NUNCA MAIS (2008)

Em 1975 lançou "Que Nunca Mais", com direcção musical de Fausto e textos de Manuel da Fonseca. Este vinil levou a revista inglesa Music Week a elegê-lo como "Artista do Ano". Fundou a Cooperativa Cantabril e publicou o seu último álbum, "Cantigas Portuguesas", em 1980. No ano seguinte, numa altura em que a sua saúde já se encontrava degradada rompeu com a direcção da Cantabril e ingressou na Cooperativa Era Nova. (1975)

0 1 - post by: mulungo - @

20080416

Adriano - GENTE DE AQUI E DE AGORA (2008)

Quando lhe faltava uma cadeira para terminar o Curso de Direito, Adriano trocou Coimbra por Lisboa e trabalhou no Gabinete de Imprensa da Feira Industrial de Lisboa (FIL) e foi produtor da Editora Orfeu. Em 1969 editou "O Canto e as Armas" tendo todas as canções poesia de Manuel Alegre. Nesse mesmo ano ganhou o Prémio Pozal Domingues. No ano seguinte sai o disco de vinil "Cantaremos" e em 1971 "Gente d'Aqui e de Agora", que marca o primeiro arranjo, como maestro, de José Calvário, que tinha vinte anos. José Niza foi o principal compositor neste disco que precedeu um silêncio de quatro anos. É que Adriano recusou-se a enviar os textos à Censura. (período de 1970-1971)

0 1 - post by: mulungo - @

20080415

Adriano - O CANTO E AS ARMAS (2008)

No ano seguinte editou o primeiro EP acompanhado por António Portugal e Rui Pato. Em 1963 saiu o primeiro disco de vinil "Fados de Coimbra" que continha Trova do vento que passa, essa balada fundamental da sua carreira, com poema de Manuel Alegre, em consequência da sua resistência ao regime Salazarista, e que as suas movimentações levaram a gravar, foi o hino do movimento estudantil. Além disso Adriano Correia de Oliveira tornou-se militante do PCP no início da década de 60. Em 1962, participou nas greves académicas e concorreu às eleições da Associação Académica, através da lista do Movimento de Unidade Democrática (MUD).Em 1967 gravou o vinil "Adriano Correia de Oliveira" que entre outras canções tem Canção com lágrimas. (1969)

0 1 - post by: mulungo - @

20080409

Adriano - TROVA DO VENTO QUE PASSA (2008)

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.


'Manuel Alegre'


(período de 1960 a 1971)

0 1 - post by: mulungo - @

20080408

Adriano - O SOL PRÉGUNTOU À LUA (2008)

Nascido em Avintes a 09 Abril de 1942, foi um dos mais importantes intérpretes do fado de Coímbra. Fez parte da geração de compositores e cantores de cariz político que usaram a canção para combater o regime do Estado Novo e que ficou conhecida como música de intervenção. Nascido no seio de uma família tradicionalista católica, tirou o curso do liceu no Porto. Em Avintes iniciou-se no teatro amador e foi co-fundador da União Académica de Avintes. Em 1959 rumou a Coimbra, onde estudou Direito, tendo sido repúblico na Real Repúbica Ras-Teparta. Foi solista no Orfeon Académico de Coimbra [1] e fez parte do Grupo Universitário de Danças e Cantares e do Círculo de Iniciação Teatral da Académica de Coimbra. Tocou guitarra no Conjunto Ligeiro da Tuna Académica.

0 1 - post by: mulungo - @

20080402

Adriano - TROVA DO AMOR LUSÍADA (2008)

Em boa hora o jornal PUBLICO decidiu distribuir a obra de Adriano Correia de Oliviera. Como se trata de verdadeiras preciosidades que há muito tinham desaparecido do mercado discográfico em Portugal, de País Amordaçado passou-se a um País Anestesiado, aqui ficam até ao final do mês, porque É ABRIL, as obras de quem cantou A PALAVRA de protesto e resistência. (período de 1960 e 1962)

0 1 - post by: mulungo - @

20060506

Fados de Coímbra - TEMPOS DE COIMBRA (2000)

Obra dedicada a 8 decadas do Fado de Coimbra
Informação sobre os intérpretes e as canções em "0"
Mais informação sobre o fado de Coimbra em particular num excelente trabalho num
blog dedicado por inteiro à Guitarra de Coímbra.

0 1 2 3 4 5 6 - post by: madala - @

20060429

Estudantina UC - CANTO DA NOITE (1992)

No mês da Queima das Fitas, nada melhor que a “lembradura ” de um dos seus grandes grupos

"Coimbra is more enchanting when it’s time to bid farewell."
This is the most famous line from this city’s Fado. It sums up the romantic spirit of the university students who sing it.The Fado of Coimbra bears a close instrumental resemblance to the Fado that is sung in Lisbon. Its lyrics, however, have become more erudite and it displays a different spatial quality, with a different kind of vocal effect. The Fado of Coimbra was developed by university students who arrived in the city from Lisbon and Porto, bringing with them their guitars and a different way of singing. They found Fado the ideal vehicle for preserving the memories of student life, singing about unrequited love and nights spent without sleep, or serenading their sweethearts from under the window. In fact, it is only the males in the student population who sing Fado, dressed in their traditional academic costume of black suits and thick gowns. The best time for listening to them is Queima das Fitas, the traditional festival held in May to mark the end of the academic year. The Noite da Serenata, when serenades are sung outside the entrance to the city’s old cathedral, is also a moment of great local emotion.

0 1 - post by: madala - @

20060415

VA - FADOS E GUITARRADAS COIMBRA (1999)

Compilação que tem como autores alguns dos mais ilustres Dr’s que por cá passaram e que pela canção os animos inflamaram.

0 1 2 3 4 $ - post by: madala - @

20060408

Justino Nascimento - FADOS DE COIMBRA (1999)

Guitarras de acordes bem marcados e uma voz castiça a lembrar noites sem fim ...

0 1 2 - post by:
madala - @