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20110425

VA - AROMAS DE ABRIL

São muitas as vozes que AQUI se podem encontrar, declamando o que a lusitâna alma sente.
Na rua clama-se por quase tudo... Paz, Pão, Educação... Justiça, Trabalho... Ética Republicana. O 25A trouxe um cheirinho de quase tudo o que na altura se pedia nas "manifs", mas rareiam, na coisa pública, os que orientam a sua vida pela última. Não apenas aos políticos, esses seres que, pelo que se ouve, quase parecem seres alienigenas, como se não fizessem parte deste mesmo povo mas também, à esmagadora maioria que após "lá colocar o papelinho", vira as costas ao processo de decisão, distanciando-se cada vez mais da sua obrigação de intervir na coisa pública. Quem não vota, que fique quedo e mudo no seu canto. Quem vota num qualquer partido que dê a cara, e defenda com elevação, urbanidade e convição as suas ideias que foi por isso, que se fez o 25A. Quem, como eu, vai votar em branco, deve acho eu, exigir que os seu voto TAMBÉM CONTE e que seja representado com o correspondente número de CADEIRAS VAZIAS NO PARLAMENTO, para que os deputados eleitos, TODOS OS DIAS, vejam que há quem considere que eles não os representam. Ao chegar aos 50%+1 haveria lugar a uma NOVA CONSTITUINTE e uma refundação da REPUBLICA. E que desta vez ELA venha sem dogmas e aberta à participação de todos num sistema em que cada eleitor conhece o deputado que vai eleger, um sistema NOMINAL em que os eleitores do mesmo modo que elegem O SEU Deputado, também O substituem em qualquer altura num qualquer processo intercalar. Há que acabar com a exclusividade da PARTIDOCRACIA e criar as condições para uma DEMOCRACIA onde qualquer um, desde que para isso se sinta capaz, se possa fazer eleger pelos seus pares, independente das máquinas partidárias que levam à FUNCIONALIZAÇÃO do deputado.  A lógica do funcionalismo partidário, permite que os partidos se façam representar APENAS  por UM deputado por partido que, quando chamado a votar, levanta a bandeirinha com o número daqueles que representa. Os outros, bem podem continuar nos seus escritórios a ditar texto que vira lei que, apenas asseguram a manutenção dos previlégios de uns quantos, à custa da cada vez mais empobrecida existência, da esmagadora maioria restante.
Quem se fez eleger, governa para voltar a ser eleito e com isso, sacrifica as gerações vindouras, gastando HOJE aquilo que espera que os outros venham a ganhar no futuro.
- Para obviar a isso, talvez de devesse discutir a duração dos mandatos para a Presidência (7 anos) e para 1º Ministro (5 anos) e considerar esses mandatos como ÚNICOS ou optar por um sistema em que, quem exerce actividade politica o faça como um qualquer outro profissional devidamente "encartado" e faça dessa ocupação o seu modo de vida. Há que acabar com o escandaloso concubinato dos saltitões: privado-estado-privado-estado... reforma ali, aqui e acolá e, o zé povo que pague.

- Ponderar a existência de uma disposição CONSTITUCIONAL que não permita a nenhum executivo gastar mais do que aquilo que ganha. O País, como qualquer empresa gerida racionalmente, tem que "dar lucro" ou, na pior das hipóteses ter saldo ZERO. Acabar com subsidios a fundo perdido para que não se produza e investir em crédito muito barato em pme's e start-ups onde a inovação tecnológica seja o paradigma.
- Emagrecer drásticamente o aparelho de estado onde as progressões na carreira não podem ser feitas por antiguidade mas sim, EXCLUSIVAMENTE por concurso e onde, TODOS tem objectivos a cumprir sendo que, se os falharem, podem ser dispensados pela entidade patronal, ou seja, pelo Estado. Não pode haver "filhos no estado e enteados no privado" se queremos ter um País mais justo e solidário. É imoral a disparidade do leque salarial em Portugal onde muitos ganham numa semana, o que a maioria da população ganha num ano de trabalho sem que, em paralelo não esteja instituido um sistema de imposto "à nórdica".
- Acabar com os Offshore em Portugal, "dar caça" a quem os utilize e acabar com a prescrição dos crimes económicos. Não se pode ter uma lei que permite a quem prevarica, passados uns anos, ficar a dormir descansado e, caso seja apanhado, limitar-se a pagar o valor devido e uma "coima" simbólica. Há que desmantelar o estado corporativo que prevaleceu após o 25A, acabar com previlégios e "direitos" que nos tornam mais desiguais.
Ainda há tanto por fazer...
o tempo é tão escasso...
e o "Magreb" aqui tão perto...

este desabafo é da exclusiva responsabilidade de mulungo não comprometendo qualquer dos outros editores deste blog

20100425

"O que é preciso é animar a Malta" no Coliseu

Foi o que estas TRÊS VOZES fizeram no velho Coliseu de Lisboa relembrando velhos temas que teimam em manter-se sempre novos.
ESTE MANIFESTO É PESSOAL:
Cheira a fim de ciclo; basta ver o desnorte de quem governa e a concorrida aglomeração de tanta tendência dos que pensam lá chegar. Outros, sabendo que "nunca" lá chegarão, olham de soslaio para a sua rectaguarda, apertam o passo e afinam as gargantas para o concurso do quem berra mais alto. Falta POLITICA. Falta gente com PROJECTOS SOLIDARIOS e, portuguesmente falando, há um enorme déficite de "tomates" para cortar a direito. É sintomático que se oiça a elite+populaça (desculpem-me o termo) discutir a importação de árbitros estrangeiros para tratar da corrupção no futebol! A mesma elite+populaça que assistiu ao despudor com que os seus representantes, há uns anos atrás, se arrogaram o direito de receber a reforma por inteiro ao fim de 8 anos de parlamento e não saiu à rua para os despachar pela janela do palácio, faz agora paragonas de 1ª página e solta urros de indignação com o que ganham os gestores de empresas "públicas" !?! Tenho um amigo que de há muito prefere a comodidade do sofá ao cívico dever de votar. Diz que não vale a pena. Que o que os gajos querem é o tacho. Estes ou outros é tudo a mesma "merda". Eu prefiro continuar a resistir ao apelo do sofá e continuar a votar mas, este sistema eleitoral não me serve.
PASSAREI A VOTAR EM BRANCO. Enquanto não existirem circulos uninominais para que eu escolha o meu representante ao Parlamento, que ele possa ser independente de um qualquer partido e, enquanto não me for garantido que em qualquer altura do seu mandato quem o elegeu o possa demitir apelando a nova eleição por incumprimento de quebra do contrato eleitoral, EU NÃO VOLTAREI A VOTAR EM NENHUM PARTIDO, a menos que até lá, alguém apresente uma reforma neste sentido, a calendarize de modo a garantir que nas eleições seguintes, os Portugueses tenham a possibilidade de tornarem os políticos eleitos, PESSOAS RESPONSAVEIS PERANTE QUEM OS ELEGEU.

20080425

Adriano - MENINA DOS OLHOS TRISTES (2008)

Menina dos olhos tristes
o que tanto a faz chorar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

Vamos senhor pensativo
olhe o cachimbo a apagar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

Senhora de olhos cansados
porque a fatiga o tear
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

Anda bem triste um amigo
uma carta o fez chorar
o soldadinho não volta
do outro lado do mar

A lua que é viajante
é que nos pode informar
o soldadinho já volta
está mesmo quase a chegar

Vem numa caixa de pinho
do outro lado do mar
desta vez o soldadinho
nunca mais se faz ao mar

'José Afonso'

Em 1982, com quarenta anos, num sábado, dia 16 de Outubro, morre em Avintes, nos braços da mãe...


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20070425

VA - CANÇÕES DE LUTA E LIBERDADE V2 (2005)

Segundo volume de uma edição comemorativa dos 30 anos da Revolução dos Cravos, por iniciativa do jornal Público, que reúne alguns dos mais marcantes temas de intervenção contra a ditadura, caracterizando musicalmente o Portugal pré-25 de Abril.

0 1 2 - post by: kriska - @